Em maio de 2017, durante os desdobramentos da Operação Lava Jato (especificamente na Operação Patmos), veio a público uma gravação feita secretamente pelo empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS.
Na conversa, o então senador Aécio Neves (PSDB-MG) pediu a Joesley o montante de R$ 2 milhões. Aécio justificou que o dinheiro seria utilizado para cobrir despesas com seus advogados de defesa nas investigações que enfrentava.
Quando Joesley Batista perguntou quem seria a pessoa encarregada de buscar as malas com o dinheiro, Aécio sugeriu que fosse seu próprio primo, Frederico Pacheco de Medeiros, popularmente conhecido como "Fred".
Para garantir ao empresário que seu primo era de extrema confiança e que o esquema não vazaria, Aécio proferiu a frase que chocou a opinião pública: "Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara."